Pepsina – o que é e onde se encontra?
Em lojas de produtos naturais e em vários sítios na Internet, é possível encontrar cápsulas que contêm uma substância misteriosa chamada pepsina. No entanto, trata-se, na realidade, de um componente muito importante do nosso organismo, que nos ajuda diariamente a digerir os alimentos. O que é exatamente este composto, devemos realmente suplementá-lo e como pode a sua atividade ser medida?
O que é a pepsina?
A pepsina é uma enzima da família das endopeptidases que decompõe as proteínas alimentares que chegam ao estômago em aminoácidos. Atua através da clivagem das ligações peptídicas, que são as principais ligações químicas presentes nas proteínas.
Em resposta a vários estímulos, as células principais da mucosa gástrica produzem pepsinogénio. Estes estímulos podem incluir acetilcisteína, gastrina ou pH baixo.
O pH baixo, alcançado pela presença de ácido clorídrico no suco gástrico, converte o pepsinogénio na sua forma ativa — a pepsina.
Pepsina ou pepsinogénio?
Na descrição acima, além do nome da enzima, surge também o termo pepsinogénio. O pepsinogénio é a forma inativa da pepsina. A pepsina é instável num meio alcalino e, por isso, não pode ser secretada diretamente no estômago pelas células gástricas.
É aqui que entra o pepsinogénio, pois é estável nessas condições. Apenas quando o pepsinogénio se mistura com o ácido clorídrico presente no suco gástrico é que o pH diminui, levando à ativação da pepsina.

Precisamos de suplementação?
As enzimas digestivas podem tornar-se diluídas ou reduzir-se em quantidade. Este problema ocorre particularmente em pessoas mais idosas. Se o pH dos intestinos aumentar, o estômago pode não conseguir libertar uma quantidade suficiente de pepsina. Sem uma concentração adequada desta enzima, o organismo não consegue digerir corretamente as proteínas. Nesses casos, a suplementação com pepsina pode ser útil.
No entanto, é importante adquirir medicamentos ou suplementos em fontes fiáveis, como farmácias. Antes de iniciar qualquer suplementação, é sempre aconselhável consultar um médico ou farmacêutico. Fornecer informações sobre o seu estado de saúde atual a um profissional permite excluir doenças mais graves.

Medição da atividade da pepsina
A monitorização da atividade da pepsina ajuda a avaliar o funcionamento do sistema digestivo, a diagnosticar doenças gastrointestinais e a analisar os efeitos terapêuticos. Seguem-se vários métodos utilizados para medir a atividade desta enzima:
Ensaios enzimáticos – Medem a atividade através da deteção da hidrólise de substratos proteicos, como hemoglobina ou caseína, pela pepsina. A libertação de péptidos ou aminoácidos é quantificada por métodos colorimétricos ou fluorométricos, nos quais as alterações de absorbância ou fluorescência são proporcionais à atividade da pepsina.
Ensaios imunológicos – Medem a atividade enzimática de forma indireta através da deteção de anticorpos específicos da pepsina ou de interações antigénio–anticorpo em amostras biológicas. Os testes ELISA e os ensaios imunoturbidimétricos são os mais utilizados.
Monitorização do pH – A monitorização do pH combinada com ensaios enzimáticos permite avaliar a atividade da pepsina em condições fisiológicas. Podem ser utilizadas sondas ou elétrodos sensíveis ao pH para monitorizar, em tempo real, as alterações de pH durante os testes de atividade da pepsina.

Fontes
- https://www.infopedia.pt/artigos/$pepsina
- https://www.ferwer.pt/blog/descubra-o-segredo-da-pepsina-e-seu-significado-para-a-saude
- https://www.chemwhat.pt/anti-pepsinog%C3%AAnio-i-pepsinog%C3%AAnio-i-pg-i-zimog%C3%AAnio-de-pepsina-cas-9001-10-9-anticorpo/
- https://www.lecturio.com/pt/concepts/proteinas-e-peptideos/

